O Banco Central voltou a mostrar um sinal positivo para o plano econômico do Governo de Javier Milei. Na rodada desta segunda-feira, a autoridade monetária comprou USD 71 milhões e estendeu a 79 dias consecutivos sua sequência compradora no mercado cambial.
Com esta nova operação, o BCRA já acumula USD 7.226 milhões adquiridos até agora em 2026. O dado não é menor: representa mais de 72% do objetivo previsto para todo o ano, o que marca um avanço significativo na recomposição de reservas, um dos pontos centrais para consolidar a estabilidade macroeconômica.
Abril foi o mês mais forte até agora, com compras por USD 2.769 milhões.
O resultado confirma que, em um contexto onde o Governo busca organizar as contas públicas, sustentar o equilíbrio fiscal e reconstruir a confiança, a entrada de divisas começa a se tornar um fator chave para blindar o programa econômico.
De qualquer forma, as reservas líquidas não cresceram no mesmo ritmo que as compras, uma vez que parte dos dólares foi utilizada pelo Tesouro para enfrentar compromissos de dívida. Mesmo assim, o Banco Central conseguiu manter a acumulação de divisas sem abandonar a estratégia oficial.
As projeções oficiais estimam que o BCRA poderia terminar o ano com compras líquidas entre USD 10.000 milhões e USD 17.000 milhões.
O resultado dependerá do nível de liquidação do agronegócio, da demanda por pesos e da entrada de capitais privados. Nesse sentido, o Governo espera que a colheita volumosa contribua com mais divisas nas próximas semanas, junto com emissões corporativas no exterior por mais de USD 3.200 milhões.
As reservas internacionais fecharam em USD 45.683 milhões, com um aumento diário de USD 1.200 milhões. A melhora esteve ligada principalmente a movimentos técnicos dos bancos, que costumam retirar depósitos em dólares no final do mês e reintegrá-los no início do mês seguinte.
Paralelamente, o dólar wholesale subiu para $1.402,50, enquanto o varejo fechou em $1.425 no Banco Nación. O blue terminou em $1.405. Apesar desses movimentos, o dado político e econômico de fundo é claro: o Banco Central continua comprando dólares e o Governo avança em seu objetivo de recompor reservas.

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