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"A casa dos espíritos: feminismo latino-americano"

Por lucia lago krummer

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Quando sua irmã Rosa morreu, Clara se casou com seu namorado Esteban Trueba, um homem violento e misógino com quem teve três filhos. Desde o empenho de Trueba em proibir sua filha Blanca de se casar com o homem que amava, até a violenta surra que lhe quebrou os dentes, Esteban Trueba sempre deixou claro a crueldade com que tratava as mulheres de sua família.

Através de três gerações - Clara, sua filha Blanca e sua neta Alba - A casa dos espíritos narra com maestria as dificuldades, os medos e as injustiças que as mulheres devem viver na América Latina. Em um país com uma história tão convulsionada como o Chile, as mudanças políticas e sociais - a democratização do país e a eleição de Salvador Allende como Presidente da República - as mulheres da família Trueba, assim como as demais personagens femininas do romance, tornam-se protagonistas do destino de um país - e uma região - que sempre tentou relegá-las a um papel secundário, longe das grandes decisões que mudaram a história.

Os corpos das mulheres, assim como seus sonhos e aspirações, são violentados não apenas pelos homens de sua família, mas também por um sistema político e social que busca silenciá-las.

Revisitar A casa dos espíritos, assim como toda a obra de Isabel Allende, é fundamental para construir um feminismo de e para as mulheres latino-americanas.

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lucia lago krummer

lucia lago krummer

Sou estudante de Relações Internacionais e Ciência Política na Universidade de Belgrano. Sou apaixonada por questões relacionadas com a política internacional, a Diplomacia e os Direitos Humanos.

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