24/11/2022 - Política e Sociedade

Argentina 1 – Arábia Saudita 2: Depois

Por Francisco José Mantel

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Entender a derrota e conseguir a vitória

Se alguma dúvida desse esporte, se algum o subestimava ou acreditava ter as respostas, já não o fará mais. É imprevisível. E mais ainda numa Copa do Mundo. A Argentina perdeu 2-1 contra a Arábia Saudita na estreia correspondente ao Grupo C. Impensado desde o início, doá por muito tempo e ficará selado nos livros de grandes histórias mundiais, porque, embora nos pese, assim foi: um batalhão histórico.

O futebol não entende de lógicas nem de merecimentos. E muito menos justiça. É selvagem e despiadado. O resultado final é o mais próximo de um reflexo alvo de um partido. Porque ao fim e ao cabo, de pouco serve transferir a bola de um lado para outro, merodear pelas áreas e encher de tiros o arco rival, se o que termina fazendo a diferença é que a bola entre no arco contrário; essa foi a chave que lhe deu o triunfo mundialista para a Arábia Saudita por quarta vez em sua história.

Um VAR polêmico e três gols anulados por offside privaram a Argentina de ampliar a vantagem em várias oportunidades. Somado à falta que sentiu a equipe devido à ausência de Lo Celso, a equipe não conseguiu encontrar o rumo em nenhum momento do partido. Uma defesa vaga, um meiocampo disperso e um ataque isolado (Messi-Lautaro Martínez) reflectiram uma seleção muito distante daquela que obteve a Copa América e a Finalíssima, daquela que nos conquistou e apaixonou desde o início.

Mas ouvi e li alguma vez, que o futebol dá revancha. E nesta ocasião a oportunidade de mudar a página - e a história - está muito mais perto do que se acredita. O sábado será o dia que definirá se a Argentina seguir ou não na Copa do Mundo, não matemática, mas emocionalmente. A vida te coloca provas, desafios, obstáculos. Você coloca paus na roda. Eu te afunda e te machuca. Mas nunca te termina de matar. A última palavra sempre tem os protagonistas e neste caso são os jogadores. Têm a possibilidade de sair ao campo e dignar ao país - e a eles mesmos -, com uma vitória. Depende deles. Depende de nós.

As frases de Messi

“Temos que voltar às bases”, disse o capitão e referente Leo Messi. O jogo ordenado, a entrega e a humildade têm que voltar a aparecer no sábado contra o México. Quando algo funciona, não há que mudar nem perder de vista. E se alguma coisa serve a derrota contra a Arábia Saudita é para lembrar que jamais se deve subestimar uma equipa (muito menos num Mundial), a intensidade não pode ser regular e as oportunidades devem ser concretizadas. Assim e tudo, restam duas vidas: México e Polônia.

“Que as pessoas confiem que não a vamos deixar tirada”, foi outra das frases do número 10. Segundo pôde-se saber, a equipe esteve muito atenta ao outro partido do grupo (Polonia-México), que favoravelmente para a Argentina terminou em empate 0-0, o que provocou uma arenga interna muito forte. A Argentina depende de si mesma para se classificar a oitavos de final e, talvez, esse seja o voto de confiança mais sólido que a Seleção.

A equipe deve mudar?

“Equipa que ganha não se toca”, é uma frase popular muito utilizada dentro do futebol. Assim como a equipe que perde fica muito exposta, e geralmente sofre modificações. Esta é a situação pela qual está passando o treinador argentino. Cuti Romero, Nahuel Molina e “Papu” Gómez estariam sob a lupa para o próximo partido. Quem poderiam entrar? Lisandro Martínez, Gonzalo Montiel e Enzo Fernández, como principais candidatos.

Todos juntos

É preciso identificar e tomar consciência do momento que se atravessa. É muito delicado. Ninguém esperava isso o primeiro jogo. Ninguém o esperava agora. Mas na vida nem tudo se desenvolve como um quer ou planeja. É preciso levantar a cabeça, e seguir. A fase de grupos durou um partido. A Argentina joga os 32avos de final no sábado contra o México e em caso de passar, jogará a próxima rodada contra a Polônia na quarta-feira à mesma hora. Não é momento de crítica nem de julgamento. É altura de nos mantermos todos unidos apesar do sacudão. Muitas vezes o pior rival da Argentina é a Argentina, ou melhor dito seu povo. Ou seja, nós. Você. Eu. Mas isso tem que mudar e ficou demonstrado o que acontece quando todos nos agarramos forte e proibimos a entrada a qualquer outro que venha de fora. Como aconteceu no Brasil. Como tem que passar no sábado. Todos juntos.

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fran mantel

Francisco José Mantel

Olá, meu nome é Francisco Mantel, tenho 24 anos e sou licenciado em Ciências da Comunicação. Atualmente trabalho no Club Atlético River Plate como criador de conteúdos, dentro da equipe de Comunicação e Marca. Eu gosto muito da Rádio e das entrevistas. Deportista. Futeboleiro.
"No final há recompensa".

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