A empresa Estancias La Florencia S.A. denuncia uma série de decisões que, longe de responder a critérios técnicos ou legais, teriam sido impulsionadas diretamente pelo governo, afetando direitos sobre terras privadas com títulos em ordem.
Uma reserva imposta sobre propriedade privada
O eixo do conflito é a declaração compulsiva de “Reserva Natural de Usos Múltiplos” sobre terras da empresa. Segundo afirmam, essa medida teria sido aplicada em desacordo com o estabelecido pela lei provincial de áreas naturais protegidas, sem respeitar os procedimentos correspondentes e o caráter privado das terras.
Como já refletiram meios locais como El Comercial e La Mañana, a região vem sendo objeto de disputas, mas o caso atual se intensifica pelo nível de intervenção política denunciado.
Expropriações na agenda e pressão alinhada
Em paralelo, o MOCAFOR tem promovido pedidos de expropriação sobre as mesmas terras. Desde a empresa asseguram que existe uma aliança entre essas reivindicações e decisões do Estado provincial, o que reforça a percepção de um avanço coordenado sobre a propriedade privada.
Títulos perfeitos, impostos em dia
Estancias La Florencia ressalta que se trata de terras com títulos de propriedade válidos e com todas as obrigações fiscais cumpridas, descartando qualquer irregularidade que pudesse justificar uma intervenção estatal desse tipo.
Mensuração paralisada por decisão política
O ponto mais crítico do conflito é o manejo do trâmite de mensuração:
• A administração provincial cancelou o trâmite original.
• Exigiu que fosse refeito do zero.
• Após ser apresentado novamente, a mensuração foi aprovada.
• No entanto, a aprovação foi revertida no último momento.
Segundo a empresa, essa reversão não teve fundamentos técnicos, mas respondeu a uma decisão política direta.
Inclusive, asseguram que em conversas informais, funcionários reconheceram que a ordem para frear a mensuração partiu do próprio governador Insfrán.
Um caso exemplar sobre poder político e propriedade
O conflito expõe um ponto sensível: até que ponto o poder político pode intervir sobre ativos privados sem respeitar os marcos legais vigentes.
Em um contexto onde se discute o desenvolvimento produtivo, a geração de emprego e a entrada de investimentos, o caso de Estancias La Florencia levanta um sinal preocupante: a possibilidade de que decisões discricionais do poder executivo provincial prevaleçam sobre a lei.
Mais do que um conflito isolado, trata-se de um caso que interpela diretamente o modelo institucional da província e o papel do Estado diante da propriedade privada.


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