05/04/2023 - Política e Sociedade

A pesca ilegal, o calcanhar de Aquiles da Marinha argentina?

Por Belen Alvarez Bertonasco

A pesca ilegal, o calcanhar de Aquiles da Marinha argentina?

A Argentina tem uma problemática, que há mais de 10 anos, não consegue remediar

Segundo relatórios de entidades internacionais como Financial Transparency Coalition (FTC) e relatórios de entes governamentais nacionais, como o Ministério das Finanças, pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, ou IUU pela sua sigla em inglês, é um dos conceitos-chave que a Marinha argentina não pode controlar.

Estima-se que a pesca dos EUA em águas territoriais argentinas produz perdas de mil milhões de dólares a 2.600 milhões todos os anos. O trabalho FTC detalha que a Argentina tem uma das áreas pesqueiras mais importantes do mundo, com grande abundância e diversidade de vida marinha.

“A indústria pesqueira comercial é impulsionada por quatro espécies que representam 75% da pesca total do país: pesca, pesca, pesca e camarões. A pesca da pesca é a segunda maior do mundo por volume”, descreve o relatório. O calamar, o principal objetivo no país e uma espécie estratégica na cadeia alimentar e na biodiversidade do mar argentino, está provocando um colapso em grande escala nos sistemas de vida marinha no Atlântico Sul”, explica-se no relatório de FTC.

Segundo o licenciado Depietri, especialista em defesa nacional argentina e segurança internacional, a pesca IUU atenta contra a Segurança e a Defesa Nacional argentina. “Cada vez é mais evidente que devemos focar na atualização e modernização das forças e que, apesar da crise econômica constante historicamente, os recursos destinados à defesa dos interesses nacionais devem ser constantes”, explicou o especialista.

Tendo em conta dados da Marinha Argentina, há anos, uma média de 300 pescas, com bandeiras asiáticas e europeias, entram na Zona Económica Exclusiva para realizar atividades de pesca ilegal, mas recentemente o número aumentou para 500 embarcações. Tendo em conta a quantidade de navios ingressantes e os últimos dados do Livro Branco da Defesa Argentina de 2015, os recursos podem ser dimensionados para patrulhar a Marinha e a Prefeitura.

As corbetas utilizadas pela Marinha estão sendo substituídas por navios de patrulhagem guarda costeira com nova tecnologia, que, ao mesmo tempo, trabalham em conjunto com aeronaves de patrulhagem, graças ao Comando Conjunto Marítimo, pertencente ao Estado Maior Conjunto argentino, organismo encarregado da vigilância de águas argentinas, conta fonte da Marinha Argentina.

Podemos ver, que, as tarefas de guarda por parte, tanto da Marinha quanto da Prefeitura, se dão em forma conjunta, por meio do organismo previamente mencionado. A pesca ilegal está no imaginário coletivo, mas a desinformação leva a população a entender que as forças encarregadas de monitorar não cumprem seus papéis.

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belen alvarez bertonasco

Belen Alvarez Bertonasco

Olá, sou Belém, licenciada em Relações Internacionais pela Universidade do Salvador, Argentina.
Conto com um Mestrado em Jornalismo e Comunicação Multimédia pela Universidade de Santiago de Compostela, Espanha e com um Mestrado em Estratégia e Geopolítica pela Universidade Nacional da Defesa, Argentina.
Além disso, sou membro do Grupo de Jovens Pesquisadores do Instituto de Relações Internacionais pela Universidade Nacional de La Plata.

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