14/02/2023 - Política e Sociedade

Sobre sinais e constelações

Por Juan Cruz Güimil

Imagen de portada
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Conhecendo o mundo dos sinais e constelações

Surgem, em repetidas oportunidades (não sei como) mas surgem, notícias onde nos informam que devemos atualizar nossos sinais do zodíaco, que um novo sinal, um décimo terceiro sinal se incorpora ao nosso sistema zodiacal.

O denominado “Ofiuco”. O qual, segundo o mapa de constelações atuais da União Astronômica Internacional, o posiciona entre 29/11 a 15/12, metando-se no meio de Escópio e Sagitário.

Estas letras são escritas com a importância de destacar a origem de onde surge esta questão, que gera muita confusão e opera como uma ferramenta mais de descrédito para uma disciplina milenar como é a astrologia.

Antes que nada me permito fazer um breve desenvolvimento da ideia da astrologia como uma ferramenta simbólica da humanidade para poder contextualizar um pouco de que vou estar falando neste artigo.

Andreas Cellarius Atlas Coelestis seu Harmonia Macrocosmica

Ao longo da história da humanidade, todas as sociedades utilizaram os movimentos dos planetas como elementos essenciais para a organização de sua vida cotidiana. Celebrações, rituais, tempos de colheitas, etc. estiveram (e ainda estão) de acordo com movimentos planetários (principalmente os do Sol e da Lua).

Também, o estudo dos movimentos planetários (astronomia) e sua interpretação (astrologia) têm estado sempre da mão, até que a modernidade (luego de primeira limitação também pela religião católica) proibiu de cheio, o ensino dessa disciplina nos centros de estudo da época. Até o século XVII a astrologia se ensenava em universidades

Então, a astrologia como linguagem simbólica deixou de ocupar um espaço que ocupou ativamente durante todo o processo evolutivo da humanidade.

É justamente produto dessas limitações ao espírito que foi gerando a modernidade e o modo de pensar exclusivamente científico e racional que tem feito que hoje a astrologia tenha uma renovação e recuperação de suas significações, estudos e interpretações que se está masificando e utilizando na linguagem cotidiano, recuperando seu lugar histórico no processo humano de entender que o que ocorre no céu tem direta correspondência com o que ocorre abaixo.

Mas o que interpreta a astrologia? As estrelas?, as constelações? os sinais?signos e constelações são o mesmo?

As Astrologias existem muitas, justamente como diferentes sociedades têm habitado esta terra e olharam para o céu.

Aqui vou falar da astrologia que estudei e as mais estendidas no nosso mundo ocidental que é a ASTROLOGIA TROPICAL.

O principal fundamento desta astrologia é a referência que toma para sua interpretação. A astrologia tropical baseia-se em SIGNOS, os sinais são um corte exato de 30 graus cada um da eclíptica (a eclíptica é a linha que percorre o sol, é o caminho aparente através do qual o sol parece ser movido em torno da terra).

O movimento de translação da terra do nosso ponto de vista dá a aparência de que é o sol que se move entre as estrelas fixas até descrever em um ano um circulo completo. Esta órbita aparente que parece percorrer o sol ao redor da terra se chama eclíptica, do grego ekliptiko kiklos, que significa ou circulo sobre o qual os eclipses ocorrem. Bordeando justamente esta eclíptica é onde temos a faixa que é chamada zodiaco, do grego Dsodiakos, ou roda da vida.

O ponto entre esse caminho e a union com a projeção do equador celeste estabelecem uma union que se denomina PUNTO VERNAL, que é o ponto zero do zodiaco, ou seja, o início do signo de Aries e assim, cada 30 graus, um novo sinal, uma nova qualidade vibratória, uma parte mais de um ciclo que está se instalando.

As constelações são agrupamentos aleatórios de estrelas onde desde a antiguidade se viam figuras, mas que produto do movimento denominado (precessão dos equinócios, as constelações vão mudando de lugar (porque a terra se localiza em uma posição diferente), no início se sincronizava a constelação com o signo de aries, mas dado este movimento, já não ocorre o seguinte, (é por isso que se fala do passo da era de Piscis à de Aquário) o que não tira que o sistema zodiacal seja afetado de alguma forma, de fato, a Union Astronômica Internacional, reconhece pelo menos 88 constelações na esfera celeste.

Como apontam Ale Luna e Vane Maiorana em Astrohologia, os sinais do zodíaco são doze imagens arquetípicas que descrevem as diferentes vibrações da energia, os sinais são contentores multidimensionais de símbolos de um ordenamento natural de padrões vibratórios. Cada sinal é uma matriz simbólica muito específica, que, por sua vez, contém símbolos e estes se distribuem como frequência vibratória que vão do sutil ao mais denso e em diferentes dimensões, quando percebemos o zodiaco como uma estrutura com doze tipos de energias (que vão de Aries a Piscis), na verdade, percebemos diferentes comprimentos de onda, pois são vibrações que se distinguem umas de outras, ao mesmo tempo que fazem parte de um mesmo espectro de energias. A astrologia é a música das esferas. Cada sinal pode ser observado desde sua essência energética e também desde sua manifestação psicológica: a forma como nossa psique humana pode experimentar, tolerar ou expressar essa energia.

Em suma, o sistema zodiacal, os sinais, não será afetado pela descoberta ou intervenção de nenhuma constelação nova, o sol continuará fazendo seu mesmo caminho e nosotres o continuaremos vendo transitar por essas 12 estações arquetípicas do céu.

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juan guimil

Juan Cruz Güimil

Olá, sou Juan Cruz, tenho 37 anos. Eu sempre gostei de estudar, aprender, ampliar minha visão da realidade, conhecer diferentes perspectivas, filosofias e maneiras de compreender o mundo em que vivemos.
Por isso estudei, practiqué e desenvolvimento disciplinas como Ciência Política, Astrologia, Yoga, Reiki, Tarot, Registros Akásicos, Música, as possibilidades de compreender diferentes maneiras de viver neste mundo tem que ver com a possibilidade de nos tornar sensíveis às diferentes realidades. O entrelaçado de conhecer todas essas disciplinas aponta justamente nesse horizonte. Tornar-me sensível, perante um mundo cada vez mais insensível, é a única maneira de alterá-lo.

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