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Cúpula em Genebra: reuniões tripartitas pela paz na véspera do quarto aniversário da guerra

Por Franco Nahuel Nunes Insaurralde

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Durante a terça-feira, 17, e quarta-feira, 18 de fevereiro, uma série de reuniões entre delegações russas e ucranianas foram realizadas na cidade de Genebra, com o patrocínio dos Estados Unidos. Estas conversas ocorreram com o objetivo de explorar pontos de encontro sobre o futuro do conflito, embora os temas mais críticos, como as questões territoriais e de soberania, e o controle das regiões ocupadas, continuem sem resolução.

Prévia de alta conflitualidade

Apesar das expectativas mantidas neste encontro e nas potenciais resoluções obtidas ao final, estas foram fortemente ofuscadas pelos contínuos e intensos ataques perpetuados pelo exército russo em território ucraniano. Apenas horas antes das delegações se sentarem para negociar, as forças russas realizaram um ataque maciço à infraestrutura energética da Ucrânia, com consequências na rede elétrica e afetando o sistema de aquecimento em vários pontos do país no meio do inverno.

Fontes ucranianas descrevem esses ataques como uma "estratégia deliberada" para debilitar a capacidade de resistência do país e aumentar o custo de manutenção do conflito. No entanto, a Ucrânia continua realizando contraofensivas por meio de operações especiais com drones estratégicos dentro do território russo, com o objetivo de danificar o complexo militar, além de replicar a tática russa de enfraquecer a infraestrutura energética.

Agenda variada

A agenda da cúpula de Genebra não incluiu apenas tratar das questões territoriais, mas também buscou alcançar uma trégua energética, além de um cessar-fogo supervisionado e garantias para um potencial cessar-fogo definitivo.

Por parte da Ucrânia, o governo comandado por Volodomir Zelensky exige primeiramente uma desescalada nos ataques e o cumprimento dos compromissos assumidos por ambas as partes; enquanto a delegação russa declarou que está disposta a discutir uma "gama mais ampla de temas", embora ressaltando que isso está subordinado a uma série de condições estritas, entre as quais se encontram a entrega dos territórios previamente anexados e limitações à política de segurança ucraniana; condições rejeitadas mais de uma vez de Kiev.

Apesar das limitações dos resultados obtidos nos encontros anteriores, os Estados Unidos mantêm seu papel como mediador principal, e continuam pressionando para alcançar um acordo definitivo antes de meados do ano. A continuidade dos intensos combates evidencia a enorme dificuldade de uma conciliação diplomática, apesar das tentativas de Washington de pôr fim a um conflito que não afeta apenas a Rússia e a Ucrânia, mas que mantém toda a Europa em alerta e levou a um rearmamento sem precedentes, o qual só aumentará nos próximos anos. Não são casuais as recentes declarações do chanceler alemão, Friedrich Merz, onde antes da 63ª Conferência de Segurança de Munique, declarou que busca transformar o exército alemão no "exército mais poderoso da Europa".

Veremos quais são os verdadeiros resultados desta nova cúpula, além das declarações uma vez finalizada, e se Washington pode se aproximar mais do objetivo de que o conflito não se estenda além de meados de 2026. Ou se, de fato, se a Rússia não ceder às suas condições para alcançar um acordo, quais serão os passos a seguir tanto pela Ucrânia quanto pelos Estados Unidos e Europa, já que enquanto a administração de Donald Trump deu a entender mais de uma vez que a Ucrânia teria que em algum ponto ceder em algumas questões; a Comissão Europeia, com constantes declarações de sua presidente, Ursula Von der Leyen, manteve uma clara postura em apoio a Kiev.

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