13/04/2023 - Tecnologia e Inovação

O desafio das marcas ao entrar na web3: Como conectar com seu público corretamente.

Por agustin zaid

O desafio das marcas ao entrar na web3: Como conectar com seu público corretamente.

Estamos entrando em um momento de transição na maneira como concebemos a internet. Refiro-me à evolução da web2 à web3, cujo impacto real em nosso uso da ferramenta será enorme.

Para compreender as dimensões desta mudança, convém fazer brevemente um percurso histórico da internet.

A transição para a web3: um novo paradigma da comunicação digital

O surgimento do que conhecemos hoje como “web1” remonta à década de 1990, quando a internet começou a se popularizar e a ser usada como uma ferramenta de comunicação e acesso a informação. Nesta etapa, a web1 se caracterizava pela presença de páginas web estáticas, com pouco troca de informações entre usuários. Os usuários limitavam-se a consumir informações online, sem a possibilidade de gerar conteúdo ou interagir com outros usuários. A web1 caracterizou-se por ser um espaço de informação estática em que os usuários eram meros espectadores.

A transição da web1 para a web2 para o início dos 2000 resultou numa grande mudança na forma como as pessoas interagiam online. As plataformas centralizadas permitiram uma maior personalização e participação online, resultando em uma explosão de conteúdo gerada por usuários e uma maior interação online. A chegada da web2 marcou uma revolução na forma como as pessoas utilizaram a internet. No entanto, com o passar dos anos, evidenciou-se como essas plataformas dependem de intermediários centralizados que podem controlar ou censurar o conteúdo.

Nos últimos anos, houve vários escândalos em que as plataformas de redes sociais eliminaram conteúdo legítimo e censurado vozes dissidentes. As plataformas de redes sociais têm acesso aos dados e à privacidade dos usuários, o que levanta preocupações importantes em termos de segurança e privacidade. A transição para a web3 representa uma solução para estes problemas ao permitir a criação de comunidades autónomas e auto-gestionadas. Na web3, as plataformas descentralizadas e as aplicações descentralizadas (dApps) permitem aos usuários interagirem de maneira segura e privada sem depender de intermediários centralizados.

Benefícios da web3 para a construção de relações autênticas entre marcas e audiências

As marcas têm várias razões para se envolver na web3. Oferece novas oportunidades de interação e participação para as marcas e suas audiências, bem como maior fidelidade e compromisso por parte dos usuários. Ao se basear em tecnologia blockchain, a web3 permite criar comunidades mais descentralizadas e autônomas, onde os usuários podem interagir de maneira mais direta. Permite maior segurança e privacidade na gestão dos dados dos usuários (coisas que a web2 não fazia), o que facilita a relação entre as marcas e suas audiências.

Atualmente, as marcas estão procurando novas formas de gerar comunidade e conectar com sua audiência. A comunicação está descentralizando e as plataformas tradicionais estão a entrar numa crise, uma vez que já não são as únicas vias para chegar aos consumidores. Diante desta situação, as marcas terão que apelar a novas plataformas para que possam se conectar com sua audiência e gerar comunidade.

Isso significa que as marcas já não podem depender apenas das redes sociais tradicionais para interagir com sua audiência. Em lugar

Então, estão a emergir novas plataformas descentralizadas e dinâmicas, como o Telegram e o Discord. À medida que as marcas se expandem para estas novas plataformas, devem estar preparadas para enfrentar desafios únicos na geração de comunidade e na comunicação com sua audiência.

Vantagens das plataformas descentralizadas: Por que as marcas deveriam usar o Discord e o Telegram para chegar ao seu público na web3?

Referimos que uma das principais vantagens da web3 em comparação com a web2 é a possibilidade de interagir de forma mais autêntica e descentralizada com a audiência. O Discord e o Telegram são duas plataformas que se destacam pela sua capacidade de construir comunidades sólidas e de qualidade, tornando-as ferramentas ideais para marcas que buscam conectar eficazmente com seu público-alvo.

Para se conectar corretamente com as audiências em Discord e Telegram, as marcas devem entender a cultura e os valores dessas plataformas. Ambas se caracterizam por ter uma comunidade muito ativa e participativa, na qual se valoriza a transparência e a autenticidade. Portanto, as marcas que querem construir uma presença significativa nestas plataformas devem focar-se em ser autênticas, transparentes e em fornecer valor à sua comunidade.

Outra forma em que as marcas podem conectar de maneira efetiva com seu público em Discord e Telegram é através da criação de canais exclusivos para sua comunidade. Isso permitir-lhes-á criar um espaço onde possam interagir diretamente com seus seguidores e criar um sentido de pertença à sua marca. Além disso, as marcas podem aproveitar essas plataformas para proporcionar experiências personalizadas e exclusivas à sua comunidade, o que pode ajudar a fortalecer a lealdade à marca.

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agustin zaid

agustin zaid

Nasci em Buenos Aires, estudei Filosofia na UBA. Sempre me interessei por empreender e aprender. Fundei a Con Testa, uma agência de Marketing Digital 360° em plena pandemia, com a intenção de devolver humanidade às interações online entre Marcas e Clientes.
Co-fundei a NeoLearning, uma agência produtora de Cursos na modalidade E-learning para coaches, consultores e professores.
Fui morar na Espanha em 2021. Colaborei também com a expansão na Espanha da We Are Mashin, um hub de mais de 120 agências em 15 países especializada em Web3, Gaming e Triple Impacto.

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