09/02/2023 - Tecnologia e Inovação

Nanotecnologia: Uma ciência que expande fronteiras

Por Federico Rugolo

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Nanotecnologia: nós realmente sabemos que é?

Sempre nos familiarizamos mais com o termo nanotecnologia. Começa a se notar em nossa cotidianidade, em filmes, notícias, entre outros. Mas, realmente sabemos que é?

“A Nanotecnologia envolve compreender o mundo do pequeno, para inovar fazendo construções com átomos e moléculas capazes de dar respostas às problemáticas socioeconômicas”

Embora esta definição não seja necessário esclarecer porque é um dos pilares essenciais das NBIC (Nano-, Bio-, Info- e Cognotecnologia), vamos nos colocar um pouco mais em contexto.

Neste mundo do pequeno, escala onde opera a nanotecnologia, encontramos um novo mundo que vai de 1 a 100 nanômetros. É realmente complicado descer para terra que seria esta escala, então para conseguir isso vamos precisar de um cabelo. O diâmetro desta rodada nos 100mil nanômetros, ou seja, nos encontramos numa escala “invisível”. Como se isso fosse pouco, tudo aquilo que conhecemos adquire outras propriedades, assim nos encontramos com que a água na verdade não é líquida e o ouro não é dourado, entre outras surpresas.

Na verdade, é algo novo ou simplesmente agora o reconhecemos como tal? Os primeiros registros que temos de nanotecnologia remontam ao século IV com a famosa taça de licurgo, uma copa romana fabricada com vidro dicroico, que se consegue ao incorporar uma pequena quantidade de nanopartículas de ouro e prata dispersas no mesmo. Outra antiguidade, desta vez do século VIII, é o pigmento conhecido como azul maia de origem vegetal, que se dá graças a uma argila que possui cavidades nanoscópicas.

Poderíamos continuar a nomear diferentes artigos e/ou descobertas sobre esta área quando nem sequer se conhecia desta. Mas onde encontramos hoje esta ciência? A realidade é que podemos observar em diversas áreas, as mais conhecidas, sem dúvida são:

Nanomedicina:

É usado principalmente para melhorar a qualidade de vida das pessoas, envolvendo-se em vacinas e novas drogas, inclusive projetando nanopartículas para diagnóstico e tratamentos de doenças. Um exemplo-chave desta área são os nanodeliveries, que consistem em pequenos aparelhos que se carregam com uma droga particular e podem fazer entregas de forma controlada, um método muito útil para o tratamento do câncer.

Nanomateriais:

Definitivamente uma ferramenta para qualquer domínio que precisemos e queramos incursões. Podem ser melhorados desde aditivos para concreto, dando-lhe mais resistência e durabilidade às edificações, até mesmo melhorar os painéis solares através de nanopartículas

Nanorobótica:

A primeira área que nos atravessa pela mente ao ouvir nanotecnologia, mas com uma ideia errada é a de um nanobot. Não é exatamente um pequeno robô metálico como pensam a maioria das pessoas, mas é uma pequena estrutura capaz de ser controlada e trabalhar de forma autônoma. Podemos encontrar várias aplicações para o nanobot, como a filtragem da água ou a desalinização da mesma, participando no meio ambiente (sendo desde minha perspectiva uma das mais interessantes) e outros. Ademas disto, têm a capacidade de lutar contra a poluição ou ajudar na conservação de alimentos.

Por fim, vale clarificar que este artigo não tem como objectivo levantar as razões pelas quais a nanotecnologia é elementar para a nova revolução. Simplesmente ansío ter despertado curiosidade suficiente para notar que as fronteiras se expandem e propõem novos desafios, esperando que algum deles resolva uma de todas as problemáticas que se avecinam.

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federico rugolo

Federico Rugolo

Olá, chamo-me Frederico Rugolo, tenho 27 anos e sou licenciado em Nanotecnologia na Universidade CAECE. Anhelo encontrar novos horizontes, compartilhando meus conhecimentos, a fim de despertar sua curiosidade nesta área pouco conhecida.

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