11/07/2022 - Tecnologia e Inovação

Transformação energética global

Por martin dodorico

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Num mundo onde os rendimentos de investimento atrativos são cada vez mais difíceis de encontrar, acreditamos fortemente que o investimento em transformações de energias globais pode adicionar valor real a um portfólio.

O objectivo desta nota é mostrar como são as dimensões das alterações climáticas do mais simples que é a energia e avançar para temas mais específicos que têm a ver com como investir em oportunidades. A transição de energia é uma temática a longo prazo, pois se esta gestando para os próximos 30 anos e é importante estar ao tanto para poder subir a essa tendência. Quando falamos de uma transição energética, nos referimos a como mudar a matriz energética de produção e como mudar a matriz de consumo de energia em todo o mundo. Isto porque esta matriz de energia que estamos a usar leva o mundo a ter vários efeitos colaterais muito prejudiciais como as alterações climáticas, o aquecimento global e a poluição na atmosfera.

No quadro seguinte, verão que são as energias primárias que mais emitem Green House Gases, cujo principal componente é o Dióxido de Carbono. Podemos ver que o que mais contamina é o carvão, o petróleo e o gás. Por outro lado, vemos também como as energias não fósseis (solar, eólica, nuclear e hidroeléctrica) têm um impacto muito baixo sobre o aquecimento global que se dá particularmente durante a construção das mesmas e não durante a produção da energia.

Em 2016 houve uma reunião das Nações Unidas que se organizo em Paris onde se concordou em limitar as emissões de carbono para prevenir que as alterações climáticas vá além de 2°C nos próximos anos. Por que é isto? Se passarmos o limite de 2°C, as consequências do aquecimento global são trágicas e irreversíveis. Já começamos a ver os primeiros efeitos severos como tempestades muito violentas, incêndios, derretimento de glaciares, nível de oceano sobre as costas subindo e outros efeitos complexos que impactam as sociedades através da saúde dos habitantes. Aqui vem o que é interessante, para cumprir esta meta nos próximos 30 anos, terá de reduzir 38% as emissões de carbono.

Há três mudanças estruturais que vai ter a sociedade nos próximos anos.

  • As energias renováveis começam a ter menos custos de produção do que as energias fósseis.
  • Há políticas públicas a nível global para evitar um problema maior das alterações climáticas.
  • Há um crescimento sustentado da procura de particulares e empresas para converter a matriz energética em algo sustentável (autos elétricos, residências solares e consumo de energia eficiente).
Agora do ponto de vista do investimento, como posso investir nesta indústria em tendência e ter retornos sobre a média do mercado?

Nos próximos 30 anos, terão de investir 120 biliões de dólares em geração, transmissão e armazenamento de energias renováveis. Também será incluída a adoção de veículos elétricos que só está começando agora. 3% de todos os veículos do mundo são elétricos, e estima-se que para 2040 será de 65% o que nos mostra um grande upside potencial.

Dentro da cadeia de valor desta transformação existem muitos lugares onde alocar o nosso investimento. Há basicamente três grupos onde podemos investir: energia renovável, energia elétrica e armazenamento de ambas. Um pode investir em empresas que estejam dentro desta cadeia de valor que vão dar energia mais limpa, econômica e sustentável. A melhor maneira de investir neste tipo de indústria é através de ETF’s ou fundos comuns. Dentro dos ETFs da indústria temos $CNGR e em fundos Schroder Global Energy Transition (ISIN: LU1983299162).

É claro que estas estratégias mostram resultados interessantes ao longo do tempo e, além disso, seus melhores retornos os obtêm em épocas de crise das energias tradicionais. Tendo em conta que continuaremos a assistir a uma grande preocupação no que diz respeito às alterações climáticas, a transição energética é hoje uma grande ideia de investimento para considerar nos nossos portfólios.

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martin dodorico

martin dodorico

Licenciado em Administração de Empresas e Mestre em Finanças pela Universidade Torcuato Di Tella.

Trabalhou na JP Morgan na área de Derivados Financeiros e depois iniciou a sua carreira no Mercado de Capitais na Balanz Capital durante 3 anos. Concluiu o seu mestrado na Universidade da Carolina do Norte, nos EUA.
Trabalhou também como Investor's Relations Manager num fundo de Private Equity nos EUA. Apaixonado por finanças, imobiliário e ténis.

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